segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O Imaginário e as Emoções na Mecânica Relativístca de Albert Einstein

Msg,08/09/2008,

Olá amigos internautas,

Neste segundo texto apresentamos nossas idéias sobre a possibilidade de fundamentação da Mecânica Relativística com base numa teoria das emoções. Boa leitura a todos.

Inúmeras são as interpretações da Teoria da Relatividade de Albert Einstein desde 1919,nas diferentes áreas do saber em seus objetivos de compreensão
do Espaço-Tempo Relativo segundo Einstein. Quando esse criativo cientista
apresentou-nos uma nova cosmologia e uma inovadora concepção do Humano.
A despeito de feito científico inovador,esse resta ainda hoje pouco compreendido.Apoiamos nosso estudo nas contribuições da Antropologia e da
Sociologia, optando por discutir o conceito de relatividade à luz da Antropologia
do Imaginário, do Tempo e da Sociologia Fenomenológica. Propomos discutir
as relações entre Ciência e Imaginário bem como o papel da percepção visual no fazer científico de Albert Einstein. O objetivo é analisar as emoções na subjetividade científica de Einstein. Um estudo sobre o imaginário de Einstein a fim de inserir as Ciências Sociais no debate sobre as emoções.
Quatro são os objetivos a que nos propomos nesta apresentação. O primeiro,partilhar o debate com a comunidade de pesquisadores,cientistas sociais brasileiros e estudantes das idéias de Albert Einstein acerca do fundamental papel do imaginário numa Teoria das emoções nas Ciências Sociais. Para tal,discutimos o conceito de relatividade na Física Astronômica de Albert Einstein. Para a consecução desse desafio,discutimos o papel da percepção visual no fazer científico de Einstein.Uma leitura do Sol e do Cosmo como grafia da luz solar na Física de Albert Einstein.
A princípio o viés interpretativo de nossa proposta intencionando discutir a imaginação visual e suas relações com as emoções na Física e relatividade segundo Einstein, pode parecer distante ou não se adequar ao âmbito de análise das Ciências Sociais.
Contudo,não é esse nosso entendimento. Conforme veremos na sequência de nossa exposição que essa proposta se adéqua aos âmbitos das Antropologias do Imaginário, do Tempo,Simétrica e da Sociologia Fenomenológica ou Compreensiva.
Propomos, assim, revisitar uma das mais importantes, senão a mais importante contribuição científica à compreensão do tempo pelo Humano. Fato nunca antes apresentado até o início do século 20:o espaço-tempo relativo na mecânica de Einstein. E ora discutido sob a perspectiva das Ciências Sociais.
O segundo objetivo debruça-se sobre esse feito inovador de Einstein, que em 25 de maio de 1919,tomou o "retumbante céu do Brasil" como laboratório natural e o eclipse total do sol como método de confirmação das inovações científicas e metodológicas realizadas na cidade cearense de Sobral, pela equipe do astrônomo Arthur Eddington do Real Observatório de Londres.Culminando com a confirmação da Teoria da Relatividade de Albert Einstein. O terceiro objetivo é discutir o entendimento por parte das Academias Metropolitana e periféricas acerca desse feito científico. Primeiramente, quando Einstein nos apresenta sua problematização acerca do tempo como fenômeno natural, e depois quando esse se torna o tempo relativo,portanto, um tempo já social. Uma interação e transfomarção ainda hoje de dificil compreensão e aceitação entre os físicos e demais cientistas.
Para tal,tomamos a contribuição da Teoria Sócio-antropológica e do método da descrição etnográfica para discutirmos esse feito científico e sua fenomenologia até hoje pouco compreendida.
Assim,propomos discutir o âmbito das emoções einsteinianas como emoções intelectuais que se estruturam segundo uma subjetividade e uma corporalidade suis generis.Discutiremos os aspectos subjetivos de sua cientificidade com base nas contribuições teóricas de Gaston Bachelard,Gilbert Durand,Claude Lévi-Strauss,Michel Foucault, Bruno Latour, Maurice Merleau-Ponty,Georg Simmel e Alfred Schutz.Vale ressaltar que Gaston Bachelard foi o primeiro antropólogo a discutir os feitos e contribuições de Albert Einstein.
No quarto e último objetivo,porém, não menos importante, discutimos o lugar e o âmbito das Teorias Antropológicas e Sociológica acerca do estudo da percepção visual na Mecânica de Albert Einstein.
Com base nas contribuições de seus principais estudiosos problematizamos a relação das emoções intelectuais einsteinianas às esferas afetivas e cognitivas. Uma percepção inaceitável para o senso comum,que segundo esse, as emoções descartar-se-iam a priori, das atividades científicas enquanto um fazer científico, racional e refletido.Ou seja,um modo de pensar tal como o desenvolvido numa ciência de laboratório tal como nos ensina Bruno Latour em sua Antropológia Simétrica.Uma vez que as emoções seriam do âmbito do irracional, e a razão por demais impassível,ou seja, a razão científica por demais insensível. As emoções seriam irracionais, portanto apenas do âmbito do instintitivo.E razão por sua vez, seria apenas do âmbito do inteligível.
Dessemodo, apoiando-nos na contribuição do olhar distanciado segundo o método etnográfico e o método fenomenológico das Teorias Antropológica e Sociológica Compreensiva propomos discutir o ofício e as atividade científicas e intelectuaisna Física Astrônomica de Albert Einstein.
Uma atividade que identificamos como perpassada por emoções fundamentais de uma razão incansável na busca de suas "verdadeiras" e "corretas" formulações entre sentimentos de angústia,dúvidas e ânsias, o que nos permite dizer, a face emocional da imaginação científica na mecânica relativística segundoAlbert Einstein.

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